sexta-feira, 20 de maio de 2011

“O Baptismo de Mergulho!”


Boas, caro leitor ou leitora que se interessa por mergulho, por penetrar os mais diversos tipos de água e averiguar a beleza existente fora do alcance dos comuns mortais!

O assunto que aqui nos traz hoje é o baptismo de mergulho. O baptismo de mergulho é uma dádiva oferecida por gerentes de escolas de mergulho espalhadas um pouco por todo o mundo, gente generosa que, embora possa haver por trás alguma espécie de intenção financeira, uma vez que, se gostarmos de tal prática, seremos fortes candidatos a realizar os cursos, não deixa de ser uma dádiva de aproveitar. Se te interessas por mergulho, procura informar-te junto da escola de mergulho mais próxima da tua área de residência e pergunta se, por acaso realizam baptismos de mergulho.

O baptismo de mergulho destina-se a introduzir-te ao material de mergulho, ao material necessário, aos procedimentos de segurança e à experimentação directa do acto de mergulhar com o auxílio de uma garrafa de oxigénio comprimido. Este tipo de baptismo, por norma, realiza-se numa piscina ou nalgum tipo de água calma e parada, tipo rio ou marina, ambiente relativamente seguro para um principiante.

Quanto a mim, tive acesso ao meu baptismo de mergulho, no passado Domingo, numa piscina pequena e de pouca profundidade. Fui para lá munido do meu fato de bodyboard, da minha máscara e meias de neoprene, tendo-me sido emprestado o resto do material, nomeadamente, barbatanas, botas de neoprene, colete de mergulho (dotado dos seus normais funcionalismos de encher e expelir ar, de modo a regular a flutuação), um cinto composto por materiais metálicos e pesados de modo a empurrarem o corpo para o fundo e, por fim, a garrafa de oxigénio, dotada dos seus normais funcionalismos, garantidos pela utilização de um mecanismo de 4 funcionalidades, adaptado ao colete de mergulho.

Equipamento vestido e instruções dadas, é altura de ouvir atentamente as instruções do instrutor de mergulho, que te introduz aos sinais que um mergulhador faz com o outro (uma vez que o mergulho não pode ser realizado a sós, por óbvias razões de segurança) no sentido de averiguar o que é necessário. Há sinais para indicar que está tudo bem, há-os para indicar a necessidade de vir ao cimo, há-os para indicar que se vai para baixo, há-os para indicar que zona do corpo está dolorida, etc. Depois, debaixo de água, necessita-se atingir o ponto de flutuabilidade ideal, atingido com o auxílio da respiração que enche a caixa torácica de ar e o colete de flutuação ao qual se adiciona ou retira ar. Atingido o ponto de flutuabilidade, está tudo a postos para ir dar uma volta pela piscina. 

Pessoalmente e, apesar de no geral não ter tido grandes dificuldades, o que me levantou mais confusão foi inspirar e expirar pela boca, uma vez que é à boca que a garrafa de oxigénio se encontra agarrada, através de um tubo com uma boquilha. Essa boquilha segura-se com os dentes e vamos respirando por ali o oxigénio comprimido. Além disso, tive de enfrentar a dificuldade proveniente do facto de estar habituado a mergulhar em apneia o que me levou frequentemente a realizar o acto contra-indicado de suster a respiração. Por fim, um outro exercício que me levantou algumas dificuldades foi o de tirar água da máscara, algo que pode acontecer em alto mar, contra a nossa vontade e que pode criar problemas e perturbações para as quais convém estar preparado, sabendo tirar a água da máscara. Ao fim de algumas tentativas, tive sucesso. Enfim, foi uma belíssima experiência que gostaria de repetir, noutro tipo de local!

Um grande abraço para ti, adorei partilhar contigo!

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